
octubre 18, 2007
a sensação de amargura passou um pouco.era tpm misturada com solidão.
aí algo completamente diferente veio aqui, me deu uma coragem absurda daquelas que te levam a pegar ônibus em cidades desconhecidas e conhecer algo que vai ficar na memória como sendo somente seu.
corri a rua da alfândega inteira atrás de umas sementes vermelhas, fui pela avenida presidente vargas até ver a primeiro de março e entrar no prédio do banco. o ccbb é o local mais bonito que já fui, assim... culturalmente falando.
e eu tive muita vontade de ficar ali e chorar pensando que essa sensação de nunca pertencer talvez não esteja nas cidades que eu visito, ou nos ambientes que freqüento. o problema está aqui dentro e eu não sei se tem jeito, porque mudar é muito difícil. e mudar o quê? mudar para me tornar o quê? eu não faço a menor idéia de como descobrir exatamente onde está o erro.
mas eu tinha uma passagem pro metrô e um show do diplo pra assistir. e lá fui eu, flamengo adentro. descobri a dois de dezembro por sorte ao final de uma feirinha de livros, na qual comprei 'o lustre' por uma pechincha.
o prédio do oi futuro é todo modernoso. tem o museu das telecomunicações, uns banheiros chiques, umas escadas transparentes... e um público über metido a besta. nunca vi tanto sapato de fresca junto. parecia competição pra descobrir quem era mais cool kid que o outro. eu hein!? do alto das minhas havaianas vermelhas eu achei tudo bem meia boca. o diplo, o público, a instalação, a video-performance. e ainda peguei chuva pra voltar pra casa.
me levei pra passear e depois de um dia inteiro sozinha comigo descobri que não me gosto como companhia.
juliana |
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octubre 17, 2007
como pode o vazio me alcançar tão longe?como eu posso me sentir vazia longe de tudo que me incomoda?
o dia foi asfixiante.
não paro de me ver como uma criança puta de raiva sentada no chão de castigo.
eu tô fazendo tudo errado o tempo todo...
juliana |
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octubre 16, 2007
eu perco o jeito para falar das coisas da vida quando a vida tá acontecendo lá fora e eu tô participando.a viagem para brasília foi bem válida.
quando vi a primeira placa com a palavra 'superquadra' veio uma série de lembranças.
a falta de umidade me pegou de uma forma que achei terrivelmente cruel da parte dos meus pais criarem uma criança em condições tão desumanas. e justamente por ter vivido dez anos lá nunca me passou que eu adoeceria na primeira semana.
eu morria de saudade das pipocas cor de rosa da torre.
e por conhecer a cidade, dessa vez parecia que eu estava vendo com muita atenção a reprise de um filme.
a chapada dos veadeiros é uma das coisas mais lindas do mundo.
e só me fez ver como eu gostaria de viver campo adentro.
nenhuma capital nunca vai me dar tanta energia quanto o interiorzão.
o mais importante foi perceber, ao fim da jornada, que brasília é mais uma das cidades em que eu sinto que não pertenço.
juliana |
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