
noviembre 22, 2007
são paulo me agarrou pelo pé.mesmo.
e com força.
logo eu que me via tão descompassada das grandes cidades... me encaixei. assim, tranqüilamente.
descer sozinha na rodoviária às seis da manhã me mostrou um mundo tão gigantesco que quase não consigo assimilar. aquilo ali é maior que o aeroporto de natal. certeza.
aí peguei o metrô. com direito a baldeação e tudo. saí direto na paulista. algo com um peso que eu nunca tinha experimentado. o rio de janeiro acha que é cidade grande, mas nem é não.
nos dois primeiros dias eu já tinha visto mais orientais que em toda minha vida.
juro.
e muitas coisas foram me chocando na primeira semana.
os motoristas não fecharem o cruzamento foi a principal delas.
isso mais as trufas de um real em toda banca.
uma bicicleta de dois andares em plena rua augusta.
aí eu já tava entregue... o sorvete de melão na liberdade, o parque ao redor da pinacoteca, a bella paulista, a barwoman do vegas.
todos os dias que estive em são paulo me senti querida.
pelas minhas amigas, pela cidade, pelos lugares.
até quando eu peguei a maior chuva eu estava feliz.
já tô me vendo louca em natal.
louca pra voltar pra civilização. louca pra me formar. louca pra estar num lugar em que todo mundo é tão diferente que ninguém nem repara em você.
me encontrei no lugar mais inesperado.
lá vou eu viver a fragilidade perigosa de se corromper.
juliana |
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a garota mais feliz da face da terra.
juliana |
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noviembre 03, 2007
daí que não consigo entender - depois de tudo? - como é que ela pôde se afastar ou como ela não sofreu da mesma solidão que eu sofri, se ao mesmo tempo foi depósito do meu amor e fruto de todas as minhas pragas, preces e danações, como é que ela pôde ter se separado de mim, se fui eu quem a inventei? {trecho de Joana a contragosto, Marcelo Mirisola}juliana |
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