
diciembre 25, 2006
"for a full year i didn.t have any contact with people. my phone was always on silent. some weeks it was just turned off. i really wanted to die. when you.re that depressed, it.s not even 'depressed' anymore. you.ve just given up. there.s nothing inside you that.s good." - cat power.randomica |
|
diciembre 18, 2006
tô me sentindo uma couve de bruxelas cozida à vapor, molenga e sem graça.por um desconserto [planejado, acredito eu] hierárquico, hoje fui avisada que a partir de janeiro retorno às estatísticas como jovem desempregada entre 16 e 25 anos.
aí... sem chão como esperado, vim pro ninho. tô ouvindo nouvelle vague [bande a part, 2006] desde que cheguei.
é complicadíssimo lidar com a sensação de "ser obrigada a mudar de planos".
randomica |
|
diciembre 17, 2006
¿estás despierto?
dois filmes semi-desconhecidos me fizeram pensar muito esses dias."the girl in the café", do david yates.
e "the secret life of words", da isabel coixet.
dois filmes muito silenciosos. nos quais duas personagens são confrontadas, tanto pelo passado quanto pelas atitudes do presente.
foi muito violento o processo de ambos os filmes crescendo em mim. porque envolvem coisas as quais eu sequer imagino. mas que são reais em algum lugar do mundo. em reykjavik ou numa plataforma de petróleo.
e coincidentemente os dois têm músicas que eu não gosto, mas que dentro do contexto ficaram perfeitas: "starálfur", do sigur rós e "hope there.s someone", do antony and the johnsons.
em 'a vida secreta das palavras', hanna diz algo como "eu tenho medo que um dia, talvez não hoje nem amanhã, mas um dia eu comece a chorar do nada. e talvez eu chore tanto que nada nem ninguém consiga me fazer parar. as lágrimas encherão o quarto, eu não poderei respirar. e talvez eu te puxe e os dois acabariam afogados".
esse filme é um pouco mais vá dentro de você, veja o que existe e faça sua realidade. já 'the girl in the café' é veja o mundo e mude a realidade.
nele, a gina fala de direitos humanos num jantar... "enquanto estamos comendo milhões de crianças estão morrendo de fome. existem milhões de crianças que matariam pela quantidade de comida que restou no meu prato. crianças tão fracas que morreriam com uma picada de mosquito. e elas morrem. uma a cada três segundos."
me senti entre muito feliz e muito triste com os dois.
na verdade.
é assim que eu me sinto quase todos os dias.
randomica |
|
diciembre 06, 2006
estive tão vulnerável que chorei com propaganda de perfume.era cocorosie. e isso justifica um pouco.
i once fell in love with you just because the sky turn from grey into blue.
randomica |
|
diciembre 02, 2006
.like a mobile in an hurricane.
documentários estão super em alta. crises, golpes de estado, consumismo, veganismo e, sobretudo, depoimentos de vítimas de tragédias aleatórias.o problema é que esses registros dispostos a criticar a sociedade e todos seus desdobramentos, em geral, sofrem do mal da banalização. censuram essência e forma do objeto de análise, sem na verdade provocarem uma reflexão mais profunda do conflito, algo que nos faça questionar o sistema em busca de novas alternativas.
um documentário que me chamou muito atenção foi o yearbook 2006. são 31 adolescentes sendo entrevistados acerca da repercussão do furacão katrina, em agosto de 2005, na vida deles.
o site tem uma linha do tempo, começando antes do desastre e vindo até junho desse ano. são fotos pré e pós furacão. os vídeos contêm depoimentos contando quão surreal é ter que sair de casa o mais rápido possível e depois ver na televisão uma rua que você conhece toda embaixo d'água, ver aquele lugar que você ia com os amigos sendo levado pela força do vento.
tudo foi feito de forma independente por três jornalistas. e para dar a dimensão do que aconteceu com cada família, eles fizeram para cada estudante uma espécie de "mapa de fuga", mostrando onde eles estavam no estado da loiusiana e para onde cada um teve que fugir.
e o mais legal de tudo é ver americanos dizendo que ao invés de gastar milhões nessa guerra estúpida, o governo deveria olhar para dentro do país e consertar o que está errado antes de se meter na politica dos outros.
randomica |
|
diciembre 01, 2006
.hay que creer.
humanos me surpreendem muito.ontem à noite, saí do jornal por volta das 23h e fiquei esperando o motorista por uma meia hora. o porteiro puxou conversa e eu, por preferir observar à participar, meneava a cabeça para esboçar um sim ou um não, mas no fundo bem atenta às coisas que ele dizia.
e uma pessoa muito doce foi surgindo. no radinho tava acontecendo uma transmissão ao vivo da micareta daqui, o carnatal, e ele perguntou se eu não tinha ido porque não gostava ou porque tinha de trabalhar. expliquei que, na verdade, eu estava trabalhando justamente porque não gostava, estar na redação era melhor que estar cobrindo o evento.
foi engraçado ele dizer que aquelas músicas não passam mensagem nenhuma. algo que eu mesma poderia ter dito. e ainda completou, "o povo vai assim, pra essas festa assim. chama daqui, chama dali. tá junto agora, tá separado depois. do mesmo jeito que a música é, é a vida do cidadão. se a música é vazia ele segue com a vida vazia também".
enveredamos no ramo da música. ele disse que é muito eclético porque não gosta de artista nenhum, gosta só de ver os talentos. pra ele, roberto carlos tem muito talento. porque fala assim... dos sentimentos de amor, de quando a pessoa tem aquilo dentro dela e ouve dizer na música.
"mas hoje em dia ninguém sabe fazer música mais não", ele afirmou bem convicto. e eu falei "é, parece que estão desaprendendo". ao que ele logo retrucou "a culpa disso é o stress. as pessoas tudo nervosa, sem ver as belezas, destruindo a natureza. dá pra fazer música bonita mais não."
aí ele recitou um poema que ele fez uma vez olhando o mar.
um poema de amor à natal. tão singelo...
o parabenizei e o motorista chegou. desejei boa noite pra ele, mas quem tinha tido uma boa noite tinha sido eu.
randomica |
|