
enero 27, 2007
eu achei que ia morrer. naquele exato segundo quando você saiu daqui.eu achei mesmo que ia morrer.
ninguém nunca chegou tão perto.
eu planejei muito, na minha cabeça, te dar o abraço mais apertado possível.
e não fiz.
aí você foi embora. e parece que é pra sempre. mesmo que você já volte mês que vem.
sua atitude é medo. e o pior... é medo infantil. de coisas irreais.
só não entendo de onde isso saiu. talvez eu tenha dado motivo, mas não. não justifica.
odeio quando confundem tudo. e sou preguiçosa a ponto de não consertar nada. só deixo ser.
[e, mais do que ninguém, você sabia que minhas tentativas de consertar coisas no passado só me renderam frustrações]. me afastei para aplacar os sentimentos ruins e para dar tempo aos bons retornarem à superfície.
não serviu de nada. só confirmou uma distância estabelecida e firme que eu nem desconfiava que viria.
seu medo não é de mim.
é de você.
e do que você seria capaz.
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enero 25, 2007
aquele do dia em que eu fui ao puteiro
ontem por essa hora assim fiquei sabendo que a banda de uma amiga ia tocar num puteiro hoje. tá, não era um puteiro, puteiro. era mais um cabaré metido a strip club onde as meninas não devem ser tão profissionais a ponto de cobrar, mas também não devem ser tão amadoras a ponto de não ganharem nada. ou era isso que eu tinha em mente.como só acordei para ir trabalhar [férias nas duas faculdades, aleluia!], fiquei sem falar com ninguém o dia inteiro... tenho andado bem ocupada lá no vale de lágrimas. hoje rolou até matéria com o capitão dos portos, algo sobre objetos à deriva e hélices como substantivo masculino.
liguei pro amigo um, sem dinheiro. liguei pra amiga dois, ia ver e me retornava. decidi assistir top chef até decidir o que eu ia fazer. ir sozinha prum bordel-wannabe numa parte decadente da cidade não parecia uma boa idéia. mas aí um interurbano candango me fez acreditar nas possibilidades radicais de prazer, como na música. e eu fui.
cheguei lá, colei na menina da banda que eu conhecia. ela me apresentou umas pessoas e eu já arranjei uma carona de volta. beleza. entramos. consumação mínima r$ 10, sendo que só a lata de cerveja tava r$ 4.
sento. começo a notar o local. ambiente família até. todo mundo vestido. pouca mulher com jeito de puta. alguns gringos (porque eles já fazem parte da fauna local). um palco no centro com umas luzes estroboscópicas direcionadas à ele. quatro mastros. no canto esquerdo uma gaiolinha de vidro... uma espécie de aquário com chuveiro.

peço uma cerveja e o cara traz a latinha com uma taça. isso é muito tendência. hahaha. cerveja em taça de cidra (dizer champagne seria um pouco demais). começa o show. música vai, música vem. os gringos todos dançandinhos no salão. é chamada a primeira "menina".
dança, roda, se esfrega no mastro (sem metade daquela habilidade vista em filmes americanos), chama o gringo, tira roupa dele. aí quando ele tá só de cueca ela deixa pra lá e vai tirar a própria roupa mesmo.
até aí já estava uma super experiência antropológica inesperada. várias músicas depois, vem a segunda "menina". mais ousada. mais cara de "me coma". e sabendo altas estripulias com o mastro. ela foi tão sagaz que deixou o gringo só de cueca, rebolou, virou rápido e deixou ele peladinho que nem ela.
e ainda haveria a apoteose final. as duas no palco. cada uma catou um cara na platéia pra deixar peladão. nisso eu olho... quem a danada pegou? felipe, estudou comigo na sétima série, nerd até dizer chega, queria fazer engenharia civil. eu não o via desde 99. e vi pelado. p-e-l-a-d-i-n-h-o. exatamente o tipo de memória que eu não pretendo armazenar. sobretudo porque ele tem o pau pequeno e devia estar pensando na dercy gonçalves na hora... chega fazia vergonha.
depois disso foi só pagar a conta, dar tchau pras meninas da banda e vir embora. só sei que dessa noite vão ficar duas grandes interrogações:
1) por que ainda tem homem que usa aquelas cuecas zorba branca? ô coisa miserenta.
2) por que diabos a stripper mais ousada depila a buceta inteira? parecia uma criança, aff!!
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enero 18, 2007
"o que uma pessoa pensa da outra não existe. é tudo lenda. ninguém conhece ninguém" - denise stocklosrandomica |
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enero 05, 2007
.el ayer vive a repetirse.
hoje foi um dia tão estranho, emocionalmente falando. são 5 prá meia-noite e eu ainda estou abestalhada.euforia.
angústia.
agitação.
vazio.
nessa ordem.
saiu o resultado do vestibular da federal daqui. e eu acompanhei isso lá no cefet, que por greves passadas nos fará ter aulas até quase o final de janeiro. as turmas dos terceiros anos se juntaram em frente à tv de uma das salas. assim que passou o nome do primeiro aprovado, foi uma euforia tão grande. o pessoal gritando, chorando, abraçando o menino. parecia gol do brasil em final da copa. aí começaram a raspar a cabeça dele e tirar fotos. daí ficamos sabendo que na internet já tinha saído a listagem completa. corre todo mundo pro laboratório. e ali vendo três quatro pessoas amontoadas em cima de cada computador e vez em quando mais um grito de felicidade explodindo, me deu uma saudade de todas essas coisas que eu nunca vivi.
no meu último ano fiz vestibular aqui e em brasília. o resultado de lá saiu primeiro, uns três dias antes do daqui. eu estava de férias no rio de janeiro e obviamente estava ansiosa com relação à unb apenas. no dia anunciado fui à uma lan house e nem sombra do meu nome na lista de aprovados. não que eu achasse que eu tinha me saído bem... mas é muito angustiante quando algo que você quer muito não acontece. dias depois eu tinha ido passear na av. voluntários da pátria ali em botafogo e quando voltei, ouvi a mensagem eufórica de minha mãe na secretária eletrônica dizendo que eu tinha passado na ufrn. sozinha no apartamento eu me dei os parabéns. mas em mim as derrotas sempre têm maior peso que as vitórias, acho.
natal é tão três anos atrás.
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enero 02, 2007

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enero 01, 2007
eu estou com uma esperança gigante aqui dentro, batendo ritmada com meu coração.bebi umas oito smirnoff ice. e é bem assim que eu quero que meu ano comece.
nada de metas irreais. nada de sonhos distantes. eu vou cumprir tanta coisa que minhas expectativas são imensas desde agora, dia 1º.
viver um dia de cada vez.
não tirar meus objetivos da lista de coisas urgentes.
saber sempre que eu sou tão capaz quanto qualquer um.
"que seja doce
que seja hoje
que valha a pena"
:}
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