enero 27, 2007
eu achei que ia morrer. naquele exato segundo quando você saiu daqui.eu achei mesmo que ia morrer.
ninguém nunca chegou tão perto.
eu planejei muito, na minha cabeça, te dar o abraço mais apertado possível.
e não fiz.
aí você foi embora. e parece que é pra sempre. mesmo que você já volte mês que vem.
sua atitude é medo. e o pior... é medo infantil. de coisas irreais.
só não entendo de onde isso saiu. talvez eu tenha dado motivo, mas não. não justifica.
odeio quando confundem tudo. e sou preguiçosa a ponto de não consertar nada. só deixo ser.
[e, mais do que ninguém, você sabia que minhas tentativas de consertar coisas no passado só me renderam frustrações]. me afastei para aplacar os sentimentos ruins e para dar tempo aos bons retornarem à superfície.
não serviu de nada. só confirmou uma distância estabelecida e firme que eu nem desconfiava que viria.
seu medo não é de mim.
é de você.
e do que você seria capaz.
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