junio 13, 2007
eu sou muito franguinha, sabe? mas em momentos como agora, me imagino numa festa gigante, um coração do tamanho da tatuagem da pri e muito muito amor. uma coisa ilimitada. como aquelas raves do início dos 90 em que tudo parecia inesgotável. uma energia sai de mim e vai transformando todos os matizes do espectro visível. em vermelho. vivo. e fulgente. no mundo. ao redor. em tudo. em mim. de novo.e esse coração aqui, estrábico, seria substituído. não como numa aventura brega de livros de banca de jornal. e também não cercado de idéias adolescentes de 'não quero mais isso'. porque quero isso demais. esse aqui é que não reage. foram anos sob más condições de trabalho.
nessa minha projeção, vejo a felicidade como uma coisa quase sólida. e não dói porque eu agüento toda a felicidade que vier. olhe aqui: está tudo em fendas e pronto para o processo de absorção. há música e dança. e o sol gigante, que não aquece, mas ilumina. os poros, os pensamentos, as dores, as fugas, os resgates.
pra nós toda a claridade que houver nessa vida.
{e mais duzentos sofás onde você pode dormir bem}
juliana |
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