junio 10, 2007
minha vida foi do inesperado ao interminável nas últimas trinta horas. eu tomei uma daquelas decisões radicais e fui à um evento insano na tentativa de ver gente e mudar de ares e lembrar que ainda não me tornei de vez uma velha rabugenta.só que não tava acontecendo, sabe? eu ali. não tava acontecendo. na sétima música da primeira banda eu já tinha tomado três latas de cerveja. e só via estampado nos rostos alheios o quanto eu não pertencia aquilo tudo.
aí ligação. "você vem me pegar aqui na universidade?". "vou". "beleza". e ploft! lá estava eu na casa alheia bêbada e no msn. algumas conversas absurdas depois, me chamaram para ver um filme. e tinha um ser humaninho em construção de dois anos. no meio da sala. linda linda linda. eu estava tão feliz ali naquele diálogo só nosso. ela era vida no estado mais bruto. e aqueceu um pouco o coração. mesmo que o filme depois tenha sido uma merda gigantesca.
e depois disso só tédio tédio tédio. com palavras entrando no meu ouvido como "blá blá blá". longe de novo. e provavelmente com cara de "can we go?". era metade da madrugada e eu ainda ia trabalhar na manhã seguinte.
obviamente não acordei a tempo. e, mesmo atrasadíssima, fui tranquila. trabalhei feito uma cabrita doida, só saí de lá às 17h. oO'
{a foto abaixo é de uma matéria que saiu no jornal sobre a petrobras ter descoberto petróleo no litoral do espírito santo. me deu tanta paz que roubei.}
17h05. parti pra bienal. do jornal para o centro de convenções tem a chamada 'via costeira'. e eu peguei um ônibus que vai pela beira da praia de um ponto ao outro. vi o sol se pondo no mar, deixando algumas nuvens cor-de-rosa enquanto aquele vento de uma manhã inteira chovendo deixava minha boca lilás-hospital.
cheguei à palestra {que por sinal foi bem boa, mais até do que eu esperava} e um pouco depois celular toca "vamo beber?" "vamo". arranjo carona lá na putaquepariu, acham tragicômico minha vida de tripla jornada e ao invés de me deixarem na parada de ônibus me levam até o bar. daí foi só cerveja cerveja cerveja. batata frita yay!
minha cabeça ligada no modo "rolé gordinha on" me manda ir ao supermercado ao lado do bar comprar wafer. lá tocavam músicas juninas que obviamente dançei com um amigo no meio do corredor de biscoitos. aí foi goodbye bar, hello casa. e os meninos vieram. e o momento mais engraçado dos últimos tempos aconteceu com a queda dupla e sincronizada dos dois na calçada molhada e íngreme da vizinha.
só faltava mesmo o miojo e o 'wild on naked' para encerrar a noite.
"are you awake?"
juliana |
|