
diciembre 01, 2006
.hay que creer.
humanos me surpreendem muito.ontem à noite, saí do jornal por volta das 23h e fiquei esperando o motorista por uma meia hora. o porteiro puxou conversa e eu, por preferir observar à participar, meneava a cabeça para esboçar um sim ou um não, mas no fundo bem atenta às coisas que ele dizia.
e uma pessoa muito doce foi surgindo. no radinho tava acontecendo uma transmissão ao vivo da micareta daqui, o carnatal, e ele perguntou se eu não tinha ido porque não gostava ou porque tinha de trabalhar. expliquei que, na verdade, eu estava trabalhando justamente porque não gostava, estar na redação era melhor que estar cobrindo o evento.
foi engraçado ele dizer que aquelas músicas não passam mensagem nenhuma. algo que eu mesma poderia ter dito. e ainda completou, "o povo vai assim, pra essas festa assim. chama daqui, chama dali. tá junto agora, tá separado depois. do mesmo jeito que a música é, é a vida do cidadão. se a música é vazia ele segue com a vida vazia também".
enveredamos no ramo da música. ele disse que é muito eclético porque não gosta de artista nenhum, gosta só de ver os talentos. pra ele, roberto carlos tem muito talento. porque fala assim... dos sentimentos de amor, de quando a pessoa tem aquilo dentro dela e ouve dizer na música.
"mas hoje em dia ninguém sabe fazer música mais não", ele afirmou bem convicto. e eu falei "é, parece que estão desaprendendo". ao que ele logo retrucou "a culpa disso é o stress. as pessoas tudo nervosa, sem ver as belezas, destruindo a natureza. dá pra fazer música bonita mais não."
aí ele recitou um poema que ele fez uma vez olhando o mar.
um poema de amor à natal. tão singelo...
o parabenizei e o motorista chegou. desejei boa noite pra ele, mas quem tinha tido uma boa noite tinha sido eu.
randomica |
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