
enero 25, 2007
aquele do dia em que eu fui ao puteiro
ontem por essa hora assim fiquei sabendo que a banda de uma amiga ia tocar num puteiro hoje. tá, não era um puteiro, puteiro. era mais um cabaré metido a strip club onde as meninas não devem ser tão profissionais a ponto de cobrar, mas também não devem ser tão amadoras a ponto de não ganharem nada. ou era isso que eu tinha em mente.como só acordei para ir trabalhar [férias nas duas faculdades, aleluia!], fiquei sem falar com ninguém o dia inteiro... tenho andado bem ocupada lá no vale de lágrimas. hoje rolou até matéria com o capitão dos portos, algo sobre objetos à deriva e hélices como substantivo masculino.
liguei pro amigo um, sem dinheiro. liguei pra amiga dois, ia ver e me retornava. decidi assistir top chef até decidir o que eu ia fazer. ir sozinha prum bordel-wannabe numa parte decadente da cidade não parecia uma boa idéia. mas aí um interurbano candango me fez acreditar nas possibilidades radicais de prazer, como na música. e eu fui.
cheguei lá, colei na menina da banda que eu conhecia. ela me apresentou umas pessoas e eu já arranjei uma carona de volta. beleza. entramos. consumação mínima r$ 10, sendo que só a lata de cerveja tava r$ 4.
sento. começo a notar o local. ambiente família até. todo mundo vestido. pouca mulher com jeito de puta. alguns gringos (porque eles já fazem parte da fauna local). um palco no centro com umas luzes estroboscópicas direcionadas à ele. quatro mastros. no canto esquerdo uma gaiolinha de vidro... uma espécie de aquário com chuveiro.

peço uma cerveja e o cara traz a latinha com uma taça. isso é muito tendência. hahaha. cerveja em taça de cidra (dizer champagne seria um pouco demais). começa o show. música vai, música vem. os gringos todos dançandinhos no salão. é chamada a primeira "menina".
dança, roda, se esfrega no mastro (sem metade daquela habilidade vista em filmes americanos), chama o gringo, tira roupa dele. aí quando ele tá só de cueca ela deixa pra lá e vai tirar a própria roupa mesmo.
até aí já estava uma super experiência antropológica inesperada. várias músicas depois, vem a segunda "menina". mais ousada. mais cara de "me coma". e sabendo altas estripulias com o mastro. ela foi tão sagaz que deixou o gringo só de cueca, rebolou, virou rápido e deixou ele peladinho que nem ela.
e ainda haveria a apoteose final. as duas no palco. cada uma catou um cara na platéia pra deixar peladão. nisso eu olho... quem a danada pegou? felipe, estudou comigo na sétima série, nerd até dizer chega, queria fazer engenharia civil. eu não o via desde 99. e vi pelado. p-e-l-a-d-i-n-h-o. exatamente o tipo de memória que eu não pretendo armazenar. sobretudo porque ele tem o pau pequeno e devia estar pensando na dercy gonçalves na hora... chega fazia vergonha.
depois disso foi só pagar a conta, dar tchau pras meninas da banda e vir embora. só sei que dessa noite vão ficar duas grandes interrogações:
1) por que ainda tem homem que usa aquelas cuecas zorba branca? ô coisa miserenta.
2) por que diabos a stripper mais ousada depila a buceta inteira? parecia uma criança, aff!!
randomica |
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