marzo 26, 2007

.i blame it on you.

bem vinda ao dia mais estranho da sua vida.

eu estava ali. e não queria você.
minha tarde foi desastrosa, e odeio quando perco a cabeça tentando inventar mentiras.
estar onde não quero voltou a ser meu maior incômodo.
então eu vibrava numa frequência mínima. eu estava mínima.

nem percebi como cheguei em casa... tudo vazio. eu, as ruas, a casa. sobretudo, eu. 'the good that won.t come out' o tempo inteiro. reverberando. on this frozen lake.

dormir. sempre sempre sempre. fugindo.

não queria ir. eu sentia algo bem grande me empurrando pra baixo.
ao mesmo tempo, eu não via motivo algum para ficar.
o convite mais bonito que já vi pesou um pouco também.
cheguei achando tudo um erro...
foi fluindo. não sei. a lua nova deu uma força. pouco tempo tinha passado e eu já não me sentia uma beterraba em tirinhas. estava com uma energia diferente, de quando vemos pessoas queridas e dá certo.

até que surgiu a sensação de querer correr para dois lados opostos.
vida louca, vida imensa.


"joana sorria, mas não podia evitar que o sofrimento começasse a lhe palpitar em todo o corpo, como uma sede amarga" - clarice lispector, em perto do coração selvagem

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